segunda-feira, 14 de maio de 2012


Perdi tempo
E o tempo que se perdeu
Ganhou-me
Sem saber que me possuía
Perdi tempo
E perdendo
Fui ganhando
Aquilo que nem sabia
Perdi tempo
E perco todo dia
Que tempo, ora veja,
Era o que eu mais tinha!!!

Uma menina na rua,
Me olhou de soslaio,
Depois empinou o nariz,
Esticou os passos
E continuou seu caminho.
Eu, na minha, acompanhei
Seu perfil se afastando.
Ela pensando:
Sujeito feio!
Eu matutando:
Metidinha,
Não sabe o que tá perdendo!

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Desapego


A vida humana é repleta de riquezas, acontecimentos, encontros, fatos, uniões, ganhos e perdas...
A vida de cada um de nós também é assim: somos, individualmente, um universo de acontecências que imita o mundo.
De tantos acontecimentos que ocorrem em nossa existência, podemos perder o melhor de cada um deles se não soubermos aproveitar o que realmente é IMPORTANTE. Isso porque a vida é muito curta, extremamente curta, diante do tanto que temos pra viver. Por isso torna-se imperioso discernir e dar valor ao que realmente IMPORTA nessa vida.
Não tenhamos medo de descartar aquilo que não nos é importante. Muitas vezes temos a mania, muito humana por sinal, de acumular coisas. Ficamos acumulando pessoas, sentimentos, riquezas, enfim, perdas e ganhos, entulhando todos os espaços do nosso ser com coisas que não importam realmente. E aí, em busca do que realmente importa, nos distraímos olhando o que guardamos e que nem sempre fazem diferença para o nosso existir.
Estou aprendendo a atirar fora as coisas que tenho em excesso. Estou entendendo, aos poucos, que acumular nem sempre é o melhor e que o que eu pensaria ser perda, na verdade é ganho. Estou me ensinando a arte do desapego. Desapego de sentimentos, desapego de fatos, uniões e até de acontecimentos que já foram, que não voltam mais, então não têm razão de serem guardados num canto, ocupando espaços que poderiam servir a coisas melhores e mais úteis.
Dói aprender essas coisas de desapego. É um violentar-se ás vezes, pois, como eu disse, temos essa mania de amontoar coisas inservíveis.
Mas devagar eu jogo fora, dia a dia, alguma coisa inútil para mim. E acredite, nem elas sentem minha falta! Se não me servem, para que estariam comigo?
Desapego... uma arte que aprendemos desde que nascemos até a hora de partir, quando então sim, teremos que praticar o último e maior dos desapegos!
(Sérgio Scacabarrozzi)

terça-feira, 17 de abril de 2012

Vem Voar


Meu bem, vem viajar,
Não tenho tapete mágico
Mas tenho algo melhor:
Um chapéu voador
Que abriga e voa
... Muito mais veloz!
Vamos eu e você
Nós dois, a sós,
No sabor do vento
E protegidos do sol
Rumo ao horizonte
Onde nos espera
O pouso tranqüilo
De quem arrisca
A pele pra voar
Diferente
E sempre,
É só tentar.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

"Não importa o que fizeram com você. O que importa é o que você faz com aquilo que fizeram com você."


Tem uma música do Lulu Santos, TUDO BEM, que gosto muito. A letra diz assim:

Já não tenho dedos pra contar
De quantos barrancos despenquei
E quantas pedras me atiraram
Ou quantas atirei
Tanta farpa tanta mentira
Tanta falta do que dizer
Nem sempre é "so easy" se viver

Hoje eu não consigo mais me lembrar
De quantas janelas me atirei
E quanto rastro de incompreensão
Eu já deixei
Tantos bons quanto maus motivos
Tantas vezes desilusão
Quase nunca a vida é um balão

Mas o teu amor me cura
De uma loucura qualquer
É encostar no seu peito
E se isso for algum defeito
Por mim tudo bem
tudo bem

Bem, eu também não sei, nunca contei aliás, quantos tombos levei nessa vida, que já estou achando ser um tanto longa. Tombos leves, tropeções sem dano algum, mas também quedas graves, que machucaram muito e, se posso confessar, continuam doendo até hoje. Quedas antigas, acontecidas desde a minha infância, esquecidas pela memória, mas gravadas no subconsciente. Quedas recentes, que ainda estão frescas na lembrança, com as marcas e os hematonas ainda bem doloridos e visíveis.

Aliás, no meio de tanta lembrança, lembro também agora do trecho de um poema antigo que diz assim: "quem passou pela vida e não sofreu... só passou pela vida, não viveu." Nao me recordo agora do autor, nem do texto exato do verso, mas a idéia é mais ou menos essa. Li isso há muito tempo atrás, muito mesmo, mas está sempre fresco na minha memória. Pois é isso: o importante nessa vida não é aquilo que fizeram com a gente, mas o que a gente vai fazer com aquilo que fizeram de nós. Nossa postura diante das quedas, dos sofrimentos, das dores, dos fracassos, das derrotas, enfim, é isso que realmente importa. Conheço muita gente que já nasceu derrotada e, sendo derrotada, permanece derrotada a vida toda. Tem feições de derrota, jeito de derrota, atitudes de derrota...

Outros, mais otimistas, ou não tão preocupados em ficar olhando pra trás, nasceu vitorioso. Encontra otimismo não sei de onde e, por mais que a vida lhe seja contrária, mantém uma postura positiva diante das adversidades. É gente que olha pra frente, de cabeça erguida. Contrárias aos que estão sempre olhando para o chão, numa atitude de quem já perdeu. Já perdeu pra vida, pra desgraça, pra dificuldade, para os problemas.

Eu quero ser mais positivo na minha vida. Aliás, se eu olhar bem para tudo o que já passei, desde que nasci, não tenho que reclamar não. Se a vida não me sorriu 100%, também não me deu as costas totalmente. Tenho consciência dos meus fracassos, claro, e não os nego nem os escondo. Só que eles não podem prevalecer, e eu não deixo que eles prevaleçam. Se eu tiver uma coisa positiva em mim, é nessa coisa positiva que me apego.

Espero que seja sempre assim. Concorda?

Eu não consigo imaginar a leitura de um livro como uma obrigação. Ler é, antes de qualquer coisa, um PRAZER. Um prazer comparado aos maiores prazeres que o ser humano pode ter. Um prazer que vicia e, viciando, ao invés de fazer mal, como maioria dos vícios faz, faz é MUITO BEM! O vício de ler é uma mania boa, saudável, que completa a gente, melhora o que somos por dentro e por fora. Não consigo im...aginar alguém que, lendo, não se transforme dia a dia, a cada leitura, a cada folha percorrida com os olhos. Ler é algo insuperável! Quando leio, viajo, divirto, passeio, choro, me emociono, entendo coisas que acontecem comigo e que, sem a leitura, dificilmente poderia compreender com tanta clareza. Eu sei que é muito difícil a gente mudar. Mas quando leio, ou quanto mais eu leio, sinto que eu mudo. Sinto que melhoro. Um pouco que seja, mas melhoro, sim! E assim, a leitura vai, pouco a pouco, me transformando em alguém diferente do que fui. Eu não quero terminar os meus dias na mesmice. Não quero, ao chegar ao fim da minha vida, perceber que fui sempre o mesmo, que nada mudou em mim, depois de tantos anos de vida. Não. Quero ser diferente, transformado, moldado. E isso, a leitura faz em mim. Com certeza! (Sérgio Scacabarrozzi - 15/4/2012)

domingo, 15 de abril de 2012



Sexta-feira, 13 de abril, foi o dia do beijo. O beijo é uma das coisas mais gostosas que o ser humano pode fazer, entre tantas outras que são boas também.
Beijo de namorados, beijo de marido e mulher, beijo de pais e filhos, beijo de amigos, toda forma de beijo é prova de amor. Menos o beijo de Judas, é claro, que foi o beijo da traição.
Só sei que poucas coisas nessa vida são tão gostosas como beijar! Beijar é muito bom, não é?
Conheço gente que não gosta de beijar, mas acho que é porque quando se beija não se tem jeito de fingir. Beijar é como olhar. Ou é de verdade ou nota-se a falsidade.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Eu nunca soube ouvir-te
Quando falavas meus ouvidos eram cegos
Para as tuas palavras
E te esforçavas pra dizer-me
O quanto me querias
E o quanto me amavas
Mas eu não ouvia
Meus ouvidos eram vias
Congestionadas de outros escutares
Hoje tento recordar-me
Das coisas que me dizias
E diante da minha memória
Só a lembrança dos teus olhos suplicantes
E o ênfase dos teus lábios se movendo
Mas não ouço as tuas palavras
Minha saudade de ti
Passa pela minha mente
Como um filme mudo
Sem legenda!!!
O meu peito é uma taça
De cólera, mágoa e rancor
Transborda em cachoeiras
De dor e sofrimento
E escorre carne adentro
E olhos afora
Procura caminho nos sulcos
Das minhas faces
Onde houve riso
Agora é um vale seco
Que só molha
Com o suor frio da
Ausência e da angústia
Sou terra abandonada
Cujo cio secou
Já faz anos
E hoje estéril
É túmulo de sementes desperdiçadas
Pelas mãos ágeis e impessoais do
Vento.
Morro através dos dias
Ceifado pelo passar do tempo.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Sombras
Que me acompanham
Por toda a vida
Sombras
Distantes me assediando
Sombras
Que me seguem
Pedindo atenção
Sombras
De tantos e tamanhos
Sombras
De dias acontecidos
Memórias olvidadas
Sombras
De tantos idos
E findos
Que nunca se apagaram
De fato
Sombras
Que eu conjuro
E fecho os olhos
Pra não ver
Sombras
Caladas
Companheiras
Teimosas
Que não me deixam esquecer.